Poesia não é manual para bom comportamento

O recém-lançado Cada coisa, de Eucanaã Ferraz, foi tema do blog de Bruno Molinero, Era outra vez, da Folha de S.Paulo, que trouxe uma entrevista com o poeta sobre a obra que reúne um inventário poético de coisas, como um pequeno museu do século 20, a ser experienciado numa classificação livre – é que adultos também podem apreciar a leitura.

Na entrevista, o jornalista conversa com o autor sobre os objetos clássicos que fazem referência a um tempo passado, uma memória anterior às tecnologias digitais que hoje “tomam conta” dos cotidianos infantis. Também evoca assuntos curiosos e de grande debate, a respeito dos propósitos da poesia – ela deve ensinar algo? A complexidade deve ser reduzida para as crianças? A literatura infantil tem menor prestígio?

As respostas do poeta são provocadoras. “O livro não tem que mostrar como se comportar, respeitar os mais velhos, escovar os dentes. O poema é uma experiência estética. Ninguém faz isso com os adultos, certo? Os poemas de Drummond não ensinam nada. Os do Bandeira não ensinam nada. São experiências com a palavra e com a forma. Por que então a poesia para crianças precisa ensinar a reciclar o lixo ou a conviver com a diversidade racial? O poema não tem que ensinar nada. O leitor precisa aprender essas coisas em outro lugar.”

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

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