De príncipes a lagartos, histórias recomendadas

Há histórias de príncipes, tenebrosos lagartos, seres das matas, crianças inspiradas e até um homenzinho que sabe voar, entre outros personagens incríveis, nas obras da Companhia das Letrinhas que acabam de ganhar o selo Altamente Recomendável pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Todos os livros que ganharam a chancela da fundação foram produzidos em 2016 e concorrem ao Prêmio FNLIJ 2017.

Na categoria “criança”, foram recomendados dois trabalhos. O primeiro é da escritora Rosa Amanda Strausz e da ilustradora Natalia Colombo, autoras de O reino partido ao meio, narrativa de um príncipe, que, de uma hora para outra, vê o seu reino dividido por um terrível dragão e terá que enfrentar esse desafio. O outro, A inacreditável história de 2 crianças perdidas, tem texto e ilustrações de Jean-Claude R. Alphen. Na obra, Gilda e Godofredo têm de bolar um plano para escapar das garras de um horroroso ogro e de uma bruxa terrível.

A obra A mãe que chovia, de José Luís Peixoto, foi indicada na categoria “literatura em língua portuguesa”. Traz a história de um menino que é literalmente filho da chuva e tem que aprender com o mundo a dividir a atenção e a dedicação de sua mãe. Na mesma categoria, também ganhou o selo o conto O lagarto, de José Saramago, com as xilogravuras de J. Borges. Nele, um mundo fantástico surge de um acontecimento cotidiano: um imenso lagarto nas ruas de uma cidade.

Cada coisa, de Eucanaã Ferraz, traz poesia em objetos comuns, como uma borracha ou um parafuso. Foi selecionado na categoria “poesia”, assim como Vou crescer assim mesmo: poemas sobre a infância, de Carlos Drummond de Andrade. O primeiro volume da coleção Lembrete celebra essa primeira fase da vida nas palavras do grande poeta mineiro.

Como “tradução adaptação criança”, foram escolhidas três obras da Letrinhas. O conto do carpinteiro, de Iban Barrenetxea, é trazido às palavras da língua portuguesa por Eduardo Brandão, que narra os desafios de Firmín, o carpinteiro mais famoso do mundo. A visita, escrito por Antje Damm e traduzido por Sofia Mariutti, conta a história de Elise, uma menina medrosa que é desafiada a abrir-se ao mundo. Por fim, também recebeu a recomendação Karlsson no telhado, de Astrid Lindgren, com tradução de Fernanda Sarmatz Akesson. O homenzinho voador surge como amigo de Lilllebror na fantástica história da escritora sueca.

O trabalho de André Czarnobai foi reconhecido na categoria “tradução adaptação informativo” em Se... : uma nova maneira de enxergar grandes conceitos, originalmente escrito por David J. Smith. No livro, coisas grandes demais para se medir são trazidas ao tamanho de objetos comuns, criando novas perspectivas sobre as coisas.

Por fim, em “teatro”, duas obras da coleção Fora de cena ganharam destaque. Quem tem medo de curupira, escrito pelo músico maranhense Zeca Baleiro, conta a história de quando o Curupira e outras criaturas da mata decidem visitar a cidade, em busca de reconhecimento. Já Terremota, de Marcelo Romagnoli, conta com as peripécias da menina Maria, de apenas sete anos, mas que já sabe muito bem o que quer, chegando, inclusive, a fundar a sua própria república.

 

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