Como estão as livrarias infantis depois de seis meses de pandemia?

Depois de longos seis meses desde que a pandemia começou, o blog conversou com oito pequenas livrarias especializadas ou com seções importantes de títulos infantis e infantojuvenis para saber como passaram por esse período crítico e inédito, e o que fizeram para se manter e se reinventar desde que suas portas foram fechadas.

Foto de Jiangxiang-Wu, no Unsplash

A maioria delas é de livrarias de bairro, todas comandadas por mulheres, e que construíram relações próximas com os clientes e os pequenos leitores e sempre prezaram pelo atendimento personalizado e afetuoso. Havia nessas lojas um fluxo intenso de crianças e famílias, alimentado por leituras, contações, lançamentos, exposições, clubes de leitura, apresentações de teatro e música, que garantiam movimento e vendas. 

Como se adaptaram à nova realidade? Conseguiram migrar para as vendas online? Construíram ou intensificaram a presença nas redes sociais? E como tem sido o processo de reabertura? O que perderam, o que ganharam e o que pretendem manter? O que preveem para o futuro próximo?

Houve um pouco de tudo: pacotes e entregas de livros feitos pessoalmente pelas proprietárias, apoio de autores e influenciadores amigos, contos inéditos enviados em formato de carta, bilhetinhos e bate-papo sobre bolo com os clientes por Whatsapp, tudo numa tentativa de manter o estilo presencial e o carinho com o público apesar da distância. De todas as mudanças, a presença e as vendas online, mesmo para quem não investia nisso, se revelaram necessárias e devem permanecer – ou começar. 


 

PanaPaná

A PanaPaná precisava vender quinze itens por dia para se manter em pé – essa conta foi para as redes da livraria em busca da ajuda do público, que não decepcionou. A campanha se espalhou, fez sucesso e a livraria ganhou uma visibilidade virtual inédita. Leia mais.

Malasartes

A primeira livraria infantil do Brasil, fundada em 1979 pela escritora Ana Maria Machado, permitia às crianças o contato com os livros desde o início, quando ninguém mais fazia isso. Esse protagonismo inegociável foi muito abalado pela pandemia, mas o Whatsapp ajudou a atenuar um pouco a distância e a ausência. Leia mais.

Casa de Livros

Especializada em feiras escolares, a Casa de Livros levou um susto enorme no primeiro mês da pandemia. Para se recuperar, intensificou o uso das redes sociais, que antes era esporádico, e passou a fazer vídeos dos livros para mantê-los próximos das crianças. Leia mais.

Biblioteca Amarela

A Biblioteca Amarela tinha apenas cinco meses quando a pandemia obrigou seu fechamento, em março. O clube de empréstimos foi interrompido, dando lugar a vendas por Whatsapp e muita criatividade e afeto. Que tal receber contos ilustrados inéditos numa carta linda? Aqui tem. Leia mais.

NoveSete

Com mais de oito mil títulos muito bem selecionados à disposição dos pequenos leitores, a NoveSete está para lançar sua loja virtual e começa a migrar seus famosos e queridos eventos de sábado para o ambiente virtual. Leia mais.

Casa Verde

O relacionamento com os clientes-amigos da livraria migrou para o Whatsapp, que virou um canal de vendas e apoio durante o momento difícil. As outras redes sociais já estavam consolidadas e a parceria com escolas ajudou a manter uma situação satisfatória para a Casa Verde. Leia mais.

Movimento Literário

Ela era a discreta loja virtual de um projeto mais amplo. Com a pandemia, alguns amigos famosos divulgaram a livraria em lives e posts, o que, somado a um trabalho de curadoria para as redes, dobrou as vendas da Movimento. Também dá direito a bate-papo por Whatsapp e pacote bonito com bilhetinho carinhoso quando o livro chega. Leia mais.

Mandarina

Antes da pandemia, a Mandarina vivia cheia de gente. Depois, as donas fizeram questão de manter o movimento e a agitação virtualmente. Chegaram a fazer entregas pessoalmente e a deixar livros para serem autografados na portaria do prédio de um autor vizinho. Leia mais.

Acesse a Letrinhas nas redes sociais