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As histórias contadas nas escolas brasileiras - Blog da Letrinhas

As histórias contadas nas escolas brasileiras

 

Em meio a tantas histórias incríveis, como escolher aquela que vai suscitar debates e reflexões na sua escola? Essa é uma pergunta de muitos professores Brasil afora depois da divulgação das obras selecionadas pelo PNLD Literário, programa de compra de livros do governo federal.

Foram 17 títulos da Companhia das Letras selecionados para serem utilizados nas salas de aula de todo o país, lidos por crianças e adolescentes, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Para ajudar na escolha, o site da editora reúne um material exclusivo sobre os livros, com direito a  videoaulas que auxiliam na promoção da formação leitora.

Nos manuais do professor, há dicas de publicações que falam sobre a importância de ler para crianças desde pequenas, como criar momentos especiais de leitura em sala de aula, as especificidades do livro ilustrado, as formas como as histórias são narradas, bases para a mediação de leitura e possibilidades de atividades e discussões a partir de questões disparadoras das obras, além de entrevistas com os autores e indicações de conteúdos extras. Mais do que manuais, muitas vezes com fórmulas prontas e desgastadas, os materiais desenvolvidos auxiliam o professor a refletir os diferentes gêneros literário e as práticas de leitura em sala de aula.

“É um plano muito diferente do que era o PNBE (Programa Nacional das Bibliotecas Escolares). A padronização dos formatos e os paratextos podem limitar a experiência leitora, mas os materiais para professor e as videoaulas podem ser preciosos para qualificar as atividades de leitura e contribuir para a formação de uma comunidade de leitores na escola”, explica Rafaela Deiab, responsável pelo Departamento de Educação do Grupo Companhia das Letras.

Ela lembra que na sala do professor há muitos outros materiais de apoio aos educadores, para além daqueles produzidos para o PNLD. “É nessa seção do site que também ficarão disponíveis os manuais de apoio ao professor após o fim do período de votação do PNLD Literário. Quanto às videoaulas, fizemos três para esse edital, para os livros Bem lá no alto, Direitos do pequeno leitor e Terra sonâmbula para testar o formato, aprender no processo de produção e nos organizar para a realização de mais materiais como esse sempre com muita qualidade.”

Conheça a seguir as obras selecionadas que podem integrar o acervo literário de sua escola!

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Marco queria dormir

Autora: Gabriela Keselman

Ilustradora: Noemi Villamuza

Categoria: creche II; 1 ano e sete a 3 anos e 11 meses

Temas: família, amigos e escola; descoberta de si

Gênero literário: conto

CÓDIGO 0739L18602

 

 

O universo das emoções da primeira infância, com seus conflitos e jeitos de ver (e solucionar) o mundo, está sempre presente na obra de Gabriela Keselman, autora argentina com dezenas de livros publicados que diz ser a ternura um dos ingredientes imprescindíveis numa narrativa para crianças. E é o que o leitor encontra na história do pequeno Marco, narrada numa cadência afetuosa e marcada pela repetição, com diálogos entre mãe e filho e cores que ajudam a desenhar sentimentos. O desafio do protagonista, o medo do escuro na hora de dormir, facilmente cria uma identificação com a criança pequena numa leitura compartilhada. No manual do professor, há ótimas sugestões de como tratar o tema, tão recorrente na vida de meninas e meninos dessa faixa etária, em rodas de conversa na escola.

 

Bem lá no alto

Autora: Susanne Straber

Categoria: creche II; 1 ano e sete a 3 anos e 11 meses

Temas: diversão e aventura; família, amigos e escola

Gênero literário: livro de imagens

CÓDIGO 1264L18606

 

 

Um livro de imagens, também conhecido como livro álbum ou livro ilustrado, tem uma narrativa que se dá na junção entre as linguagens do texto, da imagem e do formato da obra. É o caso de Bem lá no alto, da autora e ilustradora alemã Susanne Straber. Comprido verticalmente, o formato do livro já traz elementos da história do urso que quer muito alcançar um bolo no alto de uma torre. Esse é o desafio do protagonista da história – ainda bem que ele poderá contar com a ajuda de amigos para resolver seu problema! Com texto composto por frases curtas e ilustrações graciosas, a narrativa se vale de recursos da acumulação e da repetição, num ir e vir que proporciona às crianças a construção de novos sentidos. No manual do professor, há dicas de como explorar a leitura do livro, desde a capa, passando pela dedicatória da autora nas primeiras páginas, até as onomatopeias da história. Antes ou depois de ler o manual, vale também conferir a videoaula apresentada por Sandra Medrano.

 

Minha casa

Autora: Lorena Kaz

Categoria: pré-escola, 4 a 5 anos e 11 meses

Temas: o mundo natural e social; descoberta de si

Gênero literário: livro de imagens

CÓDIGO 0612L18606

 

 

Poucas palavras são necessárias para uma narrativa afetiva e bem humorada como Minha casa, de Lorena Kaz. Numa habilidosa tessitura entre imagem e texto, a autora carioca propõe que o leitor explore diferentes perspectivas sobre o ambiente ao seu redor, justamente nessa etapa da vida em que reflete sobre o mundo que o cerca. É assim que na casa descrita por ela pode se fazer calor (perto do forno), ou um frio de rachar (perto da geladeira). A riqueza de detalhes permite, ainda, que as crianças compartilhem variadas experiências de leitura, cada uma atribuindo diferentes perspectivas sobre o que a autora chama de casa. As relações entre imagem e palavra podem ser também bastante abordadas nesse livro cheio de detalhes, em que as crianças podem a cada hora atribuir novos significados, ampliando o seu entendimento sobre o próprio corpo. Uma boa dica do manual do professor é brincar de caçar as pistas deixadas pela autora ao longo do livro. Que tal experimentar?

 

João e os 10 pés de feijão

Autores: José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta

Ilustrador: Jean-Claude R. Alphen

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental

Temas: diversão e aventura

Gênero literário: conto

CÓDIGO  0738L18602

 

 

A irreverência é uma das características de João e os 10 pés de feijão, escrito por José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta. Na obra, o leitor é apresentado ao início da história (baseada no conto de fada clássico João e o pé de feijão) e pode optar por uma dezena de finais diferentes. Atemporais, os contos de fadas se espalharam por diversas culturais do mundo, ganhando muitas versões. Nessa divertida releitura, os leitores apreciam a cada final uma experiência estética diferente, que pode (e deve!) gerar conversas e reflexões em sala de aula, como sugerido no manual do professor. O que também pode promover debates é a moral que acompanha o desfecho de cada versão. Na obra, ela perde o caráter educativo e vira quase uma brincadeira. Em um final possível, por exemplo, João e sua mãe morrem de fome, e a moral apresentada é: "Essa é uma história tão triste que nem tem moral. É imoral", o que pode suscitar uma discussão sobre injustiças sociais.

 

A cicatriz

Autor: Ilan Brenman

Ilustradora: Ionit Zilberman

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental

Temas: família, amigos e escola; descoberta de si

Gênero literário: conto

CÓDIGO 0550L18602

 

 

A cicatriz é um livro que fala das marcas que ficam na vida, as visíveis e as invisíveis, tema importante para promover um diálogo dos alunos sobre si próprios, os outros e o mundo que os cerca. Traz a história de Silvinha, que por conta de uma queda ganha no queixo um corte que a acompanhará durante toda a vida. Ela sai então conversando com parentes, recolhendo as mais diferentes histórias de suas cicatrizes. A obra, escrita por um dos mais importantes autores infantis brasileiros, Ilan Brenman, e ilustrada por Ionit Zilberman, abre espaço para que as crianças reflitam sobre as suas experiências e sobre os lugares que ocupam no mundo. Com um ambiente familiar e personagens com quem facilmente podem se identificar, fica mais fácil de se envolver na narrativa. Esse envolvimento pode ser ainda maior quando se explora o título nas mais diferentes perspectivas, pensando em momentos de pré-leitura e de pós-leitura, como sugere o manual do professor. É possível que o livro suscite experiências pessoais dos leitores, proporcione discussões sobre memórias e vivências da infância e converse com outras disciplinas, como Educação Física, História e Geografia.

 

Coisa de menina ou coisa de menino?

Autora: Pri Ferrari

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental

Temas: descoberta de si; família, amigos e escola

Gênero literário: livro de imagens

CÓDIGO 0552L18606

 

 

As pessoas são muito diversas. Tem menina que gosta de voar, governar, construir foguete e menino que gosta de cuidar, plantar e cozinhar. Em Coisa de menina ou coisa de menino?, Pri Ferrari traz justamente esse questionamento, mostrando que há espaço para todas as crianças explorarem seus gostos e interesses. O livro é um convite para romper com questões de naturalização de gênero no espaço escolar. Junção dos livros Coisa de menina e Coisa de menino, a obra ainda possibilita uma discussão sobre representações e abre espaço para o exercício da empatia, do diálogo e da resolução de conflitos. No manual do professor, uma sugestão é de que a leitura seja precedida de uma conversa sobre o título. Será que as crianças já ouviram ou até falaram que algo é "coisa de menina?". Outra boa ideia é realizar um trabalho interdisciplinar, propondo a todos atividades que por vezes são atribuídas a algum dos gêneros, como a dança na Educação Física ou em Artes.

 

Direitos do pequeno leitor

Autora: Patricia Auerbach

Ilustrador: Odilon Moraes

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental

Temas: diversão e aventura

Gênero literário: livro de imagens

CÓDIGO 0966L18606

 

 

Direitos do pequeno leitor é um livro que preza a liberdade. Isso porque é baseado em um famoso texto do escritor francês Daniel Pennac, em que ele sugere os Direitos imprescritíveis do leitor. Nessa obra, escrita por Patricia Auerbach e ilustrada por Odilon Moraes, a autonomia é direcionada às crianças, que por vezes são afastadas da prática de leitura por acreditarem em certas regras, desconstruídas ao longo desse livro de imagens. As ilustrações são primorosas. Retratam personagens importantes de grandes clássicos da literatura infantil mundial, como Peter Pan (J.M. Barrie), Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll) e o menino de Onde vivem os monstros (Maurice Sendak). No manual do professor, uma dica é de debater com as crianças, a partir do livro, o que são direitos, quais são os seus e quais devem ser garantidos aos colegas. A discussão ainda pode levar a uma pesquisa sobre os direitos das crianças em outros países e sobre os direitos assegurados no Brasil.

 

Ernesto

Autora: Blandina Franco

Ilustrador: José Carlos Lollo

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental

Temas: descoberta de si; família, amigos e escola

Gênero literário: livro de imagens

CÓDIGO 0611L18606

 

 

Uma história sem final feliz. Assim é Ernesto, escrito por Blandina Franco e ilustrado por José Carlos Lollo, uma dupla que tem diversos livros publicados – e premiados. Na obra, o personagem principal sofre de um problema grave, mas comum nas escolas: o bullying. Dizem o tempo todo que Ernesto é feio, bobo e que não sabe agradar as pessoas. O modo como os autores lidam com essa situação é transgressor, já que não lhe dão o final tão esperado pelas crianças. Em vez disso, os leitores são literalmente convidados a pensar sobre as ações sofridas por Ernesto e a sua situação perante a sociedade. Essa, aliás, é uma das atividades propostas no manual do professor, cheio de indicações de conversas sobre a construção de sentido que integra imagem e texto. Quem é Ernesto, essa forma sem definição que tanto incomoda os outros? Em uma fase da vida em que temas como sociabilidade (e, portanto, individualidade e alteridade) são tão presentes, esse livro não é uma saída, mas uma porta de entrada.

 

Eu sou Malala

Autoras: Malala Yousafzai e Patricia McCormick

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: protagonismo juvenil; cidadania

Gênero literário: biografia

CÓDIGO 0335L18604

 

 

Um olhar muito diferente do que se está acostumado, de uma adolescente afegã que milita pelo direito de estudar. Eu sou Malala é uma biografia que alarga fronteiras, o conhecimento de mundo de cada leitor. Na escola, segundo o manual do professor, é a oportunidade perfeita para estudar os conflitos do universo árabe, marcado por discursos contraditórios como o da ativista, que defende a liberdade, e de grupos extremistas, que propagam a opressão e a violência. Escrita pela própria Malala Yousafzai e pela jornalista Patricia McCormick, a linguagem dessa obra é fluida e de fácil identificação, o que aproxima os leitores. Além disso, possibilita que eles, principalmente aqueles que estão no Ensino Médio, reflitam sobre os dilemas também presentes em suas vidas, como a importância da educação, a opção por fazer ou não cursinho, ir à faculdade, qual curso escolher… Tudo isso com mais autonomia, assim como a jovem Malala.

 

Terra sonâmbula

Autor: Mia Couto

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: projetos de vida; a vulnerabilidade dos jovens; diálogos com a sociologia e a antropologia; ficção, mistério e fantasia

Gênero literário: romance

CÓDIGO 0609L18603

 

 

A violência é tema central em Terra Sonâmbula, do moçambicano Mia Couto. Primoroso na estética bem elaborada e na exposição de temas relevantes da África com uma linguagem poética bastante inspirada na obra de Guimarães Rosa, a obra, que também ganhou uma videoaula, traz questões importantes para o universo do adolescente. Entre elas, desavenças familiares, viagens, perdas e tomadas de decisão. Tudo isso com uma linguagem marcada pela oralidade, com estruturas narrativas que remetem a lendas e mitos africanos. A sugestão do manual do professor é que o livro seja abordado em sala de aula junto a questões das mais diversas culturas africanas, como a presença forte da transmissão oral. A turma pode ser disposta em roda. Se a quantidade de alunos for muito grande, uma roda pode se formar dentro da outra. Como disse o etnólogo e filósofo malinês Amadou Hampâté Bá, “na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima”.

 

Toda poesia

Autor: Paulo Leminski

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: projetos de vida

Gênero literário: poema

CÓDIGO 0610L18601

 

 

O curitibano Paulo Leminski viveu intensamente o cenário da poesia brasileira que presenciou, em especial nos anos 1980. Sua obra poética, reunida quase completamente em Toda poesia, comporta uma gama de gêneros ou subgêneros poéticos, como o haikai, os poemas-piada, o concretismo e os poemas metalinguísticos, além, claro, de seu caráter reconhecidamente marginal. A diversidade da obra desse poeta pode ser explorada em sala de aula, assim como sugere o manual do professor. Na leitura, os alunos facilmente adentrarão diversos gêneros e ainda conhecerão recursos estéticos (fonológicos, sintáticos ou semânticos) que não faltam na obra de Leminski. Os textos também podem ser estudados em outras disciplinas, já que trazem bastantes menções à Ditadura Militar, por exemplo, como no poema “ameixas/ame-as/ou deixe-as”, que remete ao lema “Brasil: ame-o ou deixe-o”.

 

De mim já nem se lembra

Autor: Luiz Ruffato

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: projetos de vida; inquietações das juventudes; jovem no mundo do trabalho; diálogos com a sociologia e a antropologia

Gênero literário: romance

CÓDIGO 0702L18603

 

 

Se diversas histórias de migração são contadas nas escolas, como os clássicos Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, a proposta aqui é da leitura de uma narrativa mais contemporânea. De mim já nem se lembra, de Luiz Ruffato, é diferente desses outros livros. É uma romance epistolar, ou seja, composto por cartas trocadas entre um homem e sua mãe durante a Ditadura Militar. A partir dessas narrativas, é possível que o leitor explore a conduta humana e expanda a sua experiência pela vivência dos personagens que a compõem. Além da experimentação do gênero textual que é a carta, os alunos, segundo o manual do professor, podem se apropriar de temas bastante atuais presentes no romance, como o papel da mulher na sociedade, as relações entre trabalho e lazer e a percepção da situação política do país.

 

Seara vermelha

Autor: Jorge Amado

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: diálogos com a sociologia e a antropologia

Gênero literário: romance

CÓDIGO 0741L18603

 

 

Uma obra de um grande nome da literatura brasileira que fala de algumas das mazelas enfrentadas pelo povo nordestino. É Seara brasileira, de Jorge Amado, um dos escritores mais traduzidos em todo o mundo. Conhecido pelo tom político de seus livros, como em Capitães da areia e O cavaleiro da esperança, aqui não é diferente. Com cuidado estético, traz questões regionais como a seca e a miséria, além de propor reflexões sobre a nossa história e sociedade, as relações humanas e políticas. Como expresso no manual do professor, a linguagem é oralizada, o que pode aproximar o leitor da narrativa e convidá-lo a debater temas como o da má distribuição de renda, da opressão dos negros, da marginalização das mulheres e do fanatismo religioso. Por isso, é sugerido que se faça, após a leitura do livro, análises temáticas (conteúdo), composicional (estrutura formal) e estilística (que leva em conta a forma individual de escrever do autor). 

 

Meu quintal é maior que o mundo

Autor: Manoel de Barros

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: inquietações das juventudes; projetos de vida; cidadania

Gênero literário: poema

CÓDIGO 0957L18601

 

 

A poesia de Manoel de Barros emancipa. Em Meu quintal é maior que o mundo, assim como em grande parte de sua obra, a experiência estética proposta é ligada à inventividade e ao retorno à simplicidade. Convida o estudante a pensar por si mesmo, experimentar diversos lugares de fala e pontos de vista, “descustomizar” o olhar para o mundo. Assim, o “quintal”, espaço limitado e de caráter privado, torna-se maior que todas as coisas que se conhece. É quando o aluno pode experimentar o protagonismo de ele mesmo tentar enxergar o mundo, o professor não tendo necessariamente que cumprir com esse papel de “explicador”. No manual do professor, a sugestão é de que o papel exercido pelo educador seja a de mediador, ajudando na conexão entre o leitor e a obra em que ele se debruça e praticando um exercício de cidadania.

 

Sejamos todos feministas

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: projetos de vida; cidadania; diálogos com a sociologia e a antropologia

Gênero literário: relato de experiência

CÓDIGO 0969L18604

 

 

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, é originalmente uma palestra proferida no TED Talk em 2012, rendendo um vídeo que teve mais de 1,7 milhão de visualizações. Com linguagem bastante acessível e tamanho curto, pode ser facilmente lida pelos alunos de uma única vez, como sugere o manual do professor. Uma vez feita a leitura, as possibilidades de debate são diversas. Pode-se discutir o gênero textual, um relato de experiência ou as temáticas que envolvem a escrita de escritora nigeriana. Questões como “o que é feminismo para você?”, “por que é difícil falar sobre esse tema?” e “o que é cultura?” são boas dicas de como começar um debate. Outra possibilidade é a de trazer informações para a sala de aula ou suscitar debates, com grupos que defendam ou critiquem colocações como “O feminismo é essencial para libertar mulheres e homens”.

 

Na minha pele

Autor: Lázaro Ramos

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: projetos de vida; o jovem no mundo do trabalho; diálogos com a sociologia e antropologia; protagonismo juvenil

Gênero literário: memória

CÓDIGO 0554L18604

 

 

Um homem negro que viveu uma infância pobre e uma adolescência marcada pela exclusão. Essa é a história do ator baiano Lázaro Ramos, contada em Na minha pele. Mas é também a história de tantos outros jovens brasileiros. Nesse livro de memórias, eles poderão ter contato com os empecilhos vivenciados por Lázaro e perceberem-se como sujeitos políticos. O livro, no entanto, ultrapassa os limites da autobiografia, como ele mesmo explica: “Se posso fazer alguma sugestão, aconselho que abra este livro não para encontrar a minha biografia, mas ouvir as vozes dos que estão ao meu lado”. Num tom de conversa franca, a obra pode suscitar diversos debates sobre racismo, a herança da escravidão e políticas afirmativas, além de trazer muitas referências importantes, como Chimamanda Adichie, Toni Morrison e Clint Smith. No manual do professor, é possível encontrar valiosas indicações para trabalhar a obra na pré e na pós-leitura.

 

Sombras de reis barbudos

Autor: José J. Veiga

Categoria: 1º ao 3º ano do Ensino Médio

Temas: inquietações das juventudes; diálogos com a sociologia e antropologia

Gênero literário: romance

CÓDIGO 0613L18603

 

 

Um dos maiores escritores de literatura fantástica do Brasil, José J. Veiga aborda diversas inquietações da juventude em seu romance Sombras de reis barbudos. Começa pelo narrador, um adolescente de 16 anos que vê a cidade em que vive se transformar ao longo do tempo. É a partir de situações consideradas estranhas ou até mágicas que ele propõe reflexões sobre problemas reais. Por isso, o manual do professor sugere que antes seja feito um trabalho de contextualização em relação a outros autores latinoamericanos que tenham escrito sob o gênero, como Julio Cortázar, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges. Para explorar as alegorias, artistas brasileiros podem ser considerados, como Chico Buarque e Manuel Bandeira. Depois, é recomendada uma discussão sobre temas importantes para a cidade, como poder, memória e cidadania.

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