Livros infantis que todo adulto deveria ler

 

Qual foi o último livro arrebatador que você, adulto, leu? Pois saiba que é extensa a lista de obras infantis filosóficas, questionadoras e transgressoras que extrapolam uma determinada faixa etária. Ou seja, há livros que dialogam fortemente com a criança, sem deixar de atrair quem já é crescido. São histórias que tratam de medo e de morte, guerra e conflito, intolerância e inclusão, vida e poesia.

É o caso de O muro, de Peter Sís, que, a partir de uma narrativa autobiográfica, conta como é viver a infância na Alemanha Oriental. Outra dica é A guerra do pão com manteiga, em que Dr. Seuss faz uma clara alusão à Guerra Fria em seus versos. Também há livros que divagam sobre temas essenciais como O que é liberdade?, de Renata Bueno, que reflete sobre o significado dessa palavra tão fugidia. A história também está presente em obras como Inês, de Roger Mello e Mariana Massarini, uma narrativa poética sobre a rainha póstuma de Portugal, Inês de Castro.

Quer mais indicações? Confira a lista abaixo.

 

O que falam de Ernesto

Ernesto era feio, chato, bobo. Ernesto era tudo o de pior que você pode imaginar. Será? Isso era o que falavam as pessoas que o cercavam. E você, já ouviu falar dessa figura que parece tão inadequada no mundo? Vale ler Ernesto, escrito por Blandina Franco e ilustrado por José Carlos Lollo.

 

A beleza das plantas

Já parou para pensar no lugar mágico que é um jardim? Cada pé de árvore vira uma cama, qualquer galho basta para pendurar o paletó. Em O jardim, esse espaço mais que especial é enaltecido pelo poeta Carlos Drummond de Andrade, com ricas pinceladas do ilustrador alemão Atak.

 

Uma visita especial

Às vezes, o medo faz a gente paralisar a vida e viver escondido. Era o caso de Elise, até a chegada de uma criança na sua sombria casa. Em A visita, a alemã Antje Damm promete emocionar seus leitores com a (re)descoberta da vida e de suas alegrias, da infância e das cores do mundo das histórias.

 

O melhor presente de todos

Esta é a história de uma menina cujo pai tardou a chegar – apareceu só depois que ela já estava um tanto crescida. Mas isso não significa que a relação entre eles seja menos especial. Em Hocus Pocus, um pai de presente, de Kiara Terra e Ionit Zilberman, aprendemos que os melhores presentes podem tardar a chegar, mas valem a espera.

 

Livre como um pássaro

Já parou para se perguntar o que é a liberdade? Dependendo de quem responde, pode ser um rabisco numa página em branco, um jato de fogo, uma lua cheia… Em O que é a liberdade?, de Renata Bueno, um pássaro pergunta a diversas criaturas o que significa essa palavra.

 

Uma viagem a mundos imaginários

O mundo é mais divertido quando se é um bárbaro em seu cavalo, lutando contra monstros aquáticos, dragões que soltam fogo pela boca, enfrentando abismos… Em Bárbaro, de Renato Moriconi, a imaginação mostra o que temos de mais poderoso e empolgante.

 

O esplendor de um caminho

Para uma criança, pode haver muita beleza e poesia em um simples caminho, nos arredores da casa. É o que mostra De flor em flor, livro-imagem de JonArno Lawson e Sydney Smith. Aqui, o que impera é a delicadeza e o esplendor de algumas flores e de uma jovem menina.

 

Do outro lado do muro

Peter Sís rememora seus primeiros anos de vida na Alemanha Oriental, ainda separada pelo muro de Berlim. Em O muro, o artista, que demonstrava desde cedo interesse por cores e formas, conta como passou pela Revolução Cultural de 1968 escondendo suas obras e a si mesmo.

 

A rainha morta de Portugal

Toda vez que queremos dar uma coisa por acabada dizemos: "Inês é morta". Mas você sabe o que isso significa? Em Inês, Roger Mello e Mariana Massarani contam com extrema delicadeza a história da lendária Inês de Castro, póstuma rainha portuguesa que teve sua imagem eternizada em Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.

 

Delírio e deleite

Marilda Castanha reconta em imagens a incursão delirante que está no sétimo capítulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Em O delírio, cheio de “pingos de loucura”, criados com uma escova de dente, ela narra “uma viagem pela história do homem e da humanidade”.

 

Uma guerra contra os muros!

O aclamado escritor norte-americano Dr. Seuss foi outra pessoa a dar uma atenção especial à ideia de muros. Em A guerra do pão com manteiga, publicado pela primeira vez em 1984, faz uma contundente crítica à Guerra Fria. É uma história sobre o respeito às diferenças e à tolerância.

 

Um conto de fadas sem fadas

Uma narrativa fantástica surge das palavras do escritor português, vencedor do Nobel de Literatura, José Saramago. A história é de fadas, por mais que elas não apareçam – é o alerta do autor, logo no início da prosa. O protagonista, pasmem, é um lagarto que ousa aparecer no Chiado, largado no meio da rua com a sua língua bífida. As ilustrações de J. Borges dão o toque final à edição brasileira de O lagarto.

 

Do encontro com o mar

Quanto de poesia pode surgir de um encontro de uma menina com o mar? A reconhecida ilustradora coreana Suzy Lee responde com o singelo livro-objeto Onda, pertencente à Trilogia da Margem. Em um exercício de experimentação, explora as margens entre as duas folhas de um livro aberto, em uma história sem palavras.

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