Lello, uma das mais belas livrarias do mundo

Terceira livraria mais bonita do mundo, fonte de inspiração para criar o universo de Harry Potter e local de exposição de 13 primeiras edições de clássicos como “Alice no País das Maravilhas”, “As aventuras de Pinóquio”, “O mágico de Oz”, “Peter Pan”, “O livro da selva” e “O pequeno príncipe”. Seja qual for o seu interesse, a Livraria Lello, na cidade portuguesa do Porto, é daqueles lugares mágicos que encantam qualquer um ao promover o encontro entre o livro e o leitor.

(Crédito: Divulgação)

Arquitetura histórica, livros raros, estantes lotadas de preciosidades. Não é a toa que, de tão procurada, a livraria começou a cobrar entrada de 5 euros, revertida na compra de um livro (voucher à venda online). E não é por acaso que ela foi a escolhida para abrir a seção Cantos de leitura, que pretende trazer para os leitores do Blog da Letrinhas os espaços e cantinhos encantados, no Brasil e no mundo, dedicados à literatura e à leitura.

(Crédito: Aryane Cararo)

A Lello foi fundada em 1906, em um prédio de fachada neogótica. A beleza externa, no entanto, não é páreo para o interior. Logo ao entrar, uma imponente escadaria em madeira vermelha e o vitral de 8 metros de comprimento com a insígnia “Decus in labore” saltam às vistas dos visitantes. As paredes forradas de livros em estantes de madeira ornamentada, os baixos-relevos e os bustos de escritores como Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós dão mais charme ao design interno e fazem com que o visitante concorde com o jornal britânico The Guardian, que a elegeu em 2008 como a terceira mais bela do mundo.

(Crédito: Aryane Cararo)

Não foi o único. O canal CNN, a revista Time, o jornal Der Spiegel e o guia de viagens Lonely Planet a reconheceram como uma das mais bonitas também, e a revista Travel + Leisure a coroou como a livraria mais cool de todas. Não é de estranhar que visitá-la era um dos programas preferidos de J. K. Rowling quando morou no Porto, de 1991 a 93 – e, não por acaso, há muito da Lello no universo de Hogwarts, especialmente na livraria Floreios e Borrões. Aliás, em agosto passado, a Lello pagou 70 mil euros na aquisição de uma primeira edição em inglês de “Harry Potter e a pedra filosofal”.

(Crédito: Aryane Cararo)

A livraria foi fundada pelos irmãos José e António Lello, que começaram a trabalhar com a venda e edição de livros em 1881, em outro endereço. Ao comprarem a Livraria Chardron (1869), decidiram ampliar sua sede e contrataram o engenheiro Francisco Xavier Esteves, um amante da literatura, para erguer o prédio, que mistura os estilos art noveau e eclético. Depois de restaurado, em 2016 e 2017, o edifício começou a abrigar eventos culturais e artísticos em sua cave, recebeu uma sala para as primeiras edições e livros raros e um espaço infantil para contação de histórias.

Se passar por Porto, não deixe de conferir: Rua das Carmelitas, 144.

Neste post
Acesse a Letrinhas nas redes sociais