Histórias pra lá de premiadas

O Curupira, um lagarto gigante acorda a cidade, o carpinteiro Firmín, uma de objetos guardiões de muitas histórias. Todos comemoram algo em comum: receberam o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a FNLIJ, maior reconhecimento da literatura infantil no Brasil. É tempo de celebrar! Saiba mais sobre as obras vencedoras.

O livro Cada coisa ganhou em duas categorias: “poesia” e “melhor projeto editorial”. Na obra, objetos comuns do nosso cotidiano, como borracha, brinco e parafuso, ganham – e tornam-se – poesia nas palavras de Eucanaã Ferraz. As ilustrações e o projeto gráfico são também de Raul Loureiro.

O Curupira sobressaiu-se em “teatro”. A obra Quem tem medo de curupira, escrita por Zeca Baleiro, venceu essa categoria. A história: o personagem do folclore brasileiro, acompanhado do Saci e da Mãe-D’água, decidem ir à cidade para que não sejam esquecidos. O livro faz parte da coleção de teatro Fora de cena, organizada por Gabriela Romeu.

Ana Maria Machado também foi reconhecida: sua obra Ponto de fuga: conversas sobre livros ganhou como “teórico hors-concours”. O livro traz reflexões sobre o mercado editorial brasileiro, o papel dos professores nas escolas, a literatura infantojuvenil, o ensino na rede pública de educação. O prefácio é de Marisa Lajolo, professora e doutora em teoria literária e literatura comparada.

Na categoria “literatura em língua portuguesa”, o vencedor foi O lagarto, de José Saramago. O conto do vencedor do Nobel de Literatura se passa em um dia comum, quando um grande lagarto surge em uma rua qualquer e transforma um acontecimento banal em algo digno de uma narrativa fantástica. As ilustrações são xilogravuras de J. Borges.

Já o carpinteiro Firmín, famoso por seus brinquedos que sabem cantar e dançar, também foi laureado. A história de O conto do carpinteiro, escrita por Iban Barrenetxea e traduzida ao português por Eduardo Brandão, ganhou na categoria “tradução/adaptação criança”.

Por fim, em “tradução/adaptação informativo”, o grande premiado foi Se ...:  Uma  nova maneira de enxergar grandes conceitos, original de David J. Smith e trazido aos leitores brasileiros por André Czarnobai. A obra aborda coisas de pontos de vista diferentes: tudo o que parece grande demais para se medir reduzido ao tamanho de objetos cotidianos.

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