Clift, cloft, still: de novo, a porta se abriu

A porta se abriu para os fãs de Castelo Rá-Tim-Bum: uma exposição sobre a mais bem-sucedida série da TV Cultura está em cartaz no Memorial da América Latina. Como já são esperadas longas filas, a exemplo do que ocorreu numa outra mostra especial que aconteceu no MIS entre os anos de 2014 e 2015, logo na chegada os visitantes são recebidos com a nostálgica música de abertura do programa e pelo famoso Porteiro, encarregado de pedir a senha àqueles que queiram conhecer o lugar.

A mostra é uma experiência de imersão, com a maior fidelidade possível ao ambiente representado na TV. Com o uso de tecnologias inexistentes na época em que a série foi transmitida na televisão, a exposição traz projeções em que os personagens convidam o público a explorar o lugar. Há também entrevistas com os atores, roteiros originais, reportagens da época e fotos dos testes de elenco. A tecnologia dá vida a Tap e Flap, os irmãos botas que falam rimando. Além dos modelos originais expostos, versões novas se movimentam e recuperam a magia do castelo.

Transmitida pela TV Cultura entre os anos de 1994 e 1997, a série conta com um total de 90 episódios e um especial. Também virou filme em 1999. Criada por Cao Hamburger e Flavio de Souza, conta a história de Nino (Cássio Scapin), um feiticeiro de 300 anos que não pode ir à escola. Sentindo-se solitário, decide atrair três crianças – Pedro (Luciano Amaral), Biba (Cinthya Rachel) e Zequinha (Freddy Allan) – para o Castelo, onde se divertem todos os dias após a aula.

O programa, referência em qualidade televisiva para crianças, ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor programa infantil do ano em 1994. Também foi finalista do Prix Jeunesse Internacional de 1996 . O mote do Castelo Rá-Tim-Bum é de não subestimar o seu público, considerando as crianças sempre como seres inteligentes e curiosos. Assim foi pensada a exposição, voltada desta vez aos adultos que participaram dessa história cheia da magia.

A fachada do Castelo tem 15 metros de altura e, no topo, está uma tremulante bandeira. À noite, a cenografia vira um espetáculo à parte: haverá um jogo de luzes e projeções dos personagens nas janelas.

Foram criados 22 ambientes, incluindo salas exclusivas para alguns personagens, como o Nino, a Morgana, a Caipora, o Bongô e o Etevaldo. A cenografia das salas faz referência ao mundo de cada um deles. No caso do alienígena Etevaldo, o espaço é escuro, com uma passagem de molas, remetendo a uma menor gravidade. Já a sala de Caipora é repleta de plantas, algumas reais e outras fictícias, que se movem. O cheiro da vegetação no ambiente nos conecta mais fortemente ao universo da criatura, verdadeira protetora das florestas.

O que mais impressiona, entretanto, são as salas reconstituídas, onde não raro surgem expressões como “esse era o meu personagem preferido...” ou “lembra desse episódio?” daqueles que guardam o sucesso da TV Cultura na memória. Os visitantes podem conhecer o lustre da sala, onde vivem as fadinhas Lana e Lara; a cozinha onde eram feitos os lanches; o quarto de Morgana, onde contava curiosidades sobre a história do mundo.

A sala de entrada do Castelo também foi reconstituída, com a majestosa árvore da cobra Celeste, o ninho do João de Barro e as Patativas, a entrada secreta para o quarto de Nino e a escada que leva ao quarto de Morgana. Ela encerra a exposição, que promete emocionar aqueles que viveram o Castelo Rá-Tim-Bum em suas infâncias.

 

Anote na agenda

Exposição “Rá-Tim-Bum: o Castelo”

Onde: Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Metrô Barra Funda)

Quando: de terça a sexta: das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados: das 9h às 22h

Quanto: de R$ 10 (meia-entrada) a R$ 20

 

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Fotos: Divulgação/Daniela Agostini

 

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